Um breve relato de como surgiu esta cinquentona |
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ISO - A criação
Após a 2ª guerra mundial, uma parte da população Européia, encontrava-se com dificuldades financeiras, não podendo ostentar então o “luxo” de possuir um automóvel em suas garagens.
A solução encontrada para se locomoverem foi o uso de scooters, bicicletas e motocicletas. O proprietário da empresa Isotherm, fabricante de refrigeradores, da cidade de Milão- Itália, Sr. Renzo Rivolta, que já havia se tornado fabricante de Scooters e motocicletas, decidiu entrar no ramo de automóveis e criando assim a empresa Iso Automoveicoli-Spa e em meados de 1952, apresentou um veículo de criação do seu engenheiro Ermenegildo Pretti.
O Sr. Renzo, nomeou o projeto de Isetta, ou seja, pequeno Iso. Que para alguns, na época, era resultado de uma colisão entre um scooter, uma geladeira e um avião.
A primeira apresentação do veículo, foi no salão de automóveis de Turim, em 1953.
Com diferencias para a época, como: apenas uma porta e na dianteira, facilitando o acesso ao veículo, 25 km/l e tamanho reduzido, apesar do sucesso o Isetta não teve uma vida longa na Itália. Houveram também alguns modelos da Iso para transporte, um micro caminhão, que foi fabricado na Bélgica e Espanha. A Iso limitou-se em não exportar o veículo Isetta. |
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Isetta – a cópia |
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O projetista de aviões Ernst Heinkel, viu o Iso Isetta, na feira de Turim em 1953, e decidiu que poderia fazer um melhor, usando princípios do avião. Mais rápido e com um motor menor, 150 cm³. Iniciou com o modelo Kabine 150, com maiores vidros e mais comprido. Em outubro 1956, lançou o modelo Kabine 153 (três rodas) e 154 (quatro rodas) com o motor de quatro tempos e 203cc. Uma licença para a construção o Heinkel foi vendida para a Argentina, onde uns 2000 exemplares foram vendidos até 1961. Existiu um modelo conhecido como Heinkel-Trojan. |
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ISETTA – Pelo mundo |
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Apesar do não sucesso A fábrica Iso inscreveu, quatro Isettas na famosa corrida “Mille Miglia” (1.000 milhas) de 1954. O Isetta terminou 1, 2 e 3 no índice do desempenho.
Fato esse que chamou a atenção de alguns ”olheiros” da alemã BMW. Que produzia os modelos 502 e 507, mas eram carros médios a grandes e que poucos alemães poderiam ter recursos para comprar na economia da pós guerra. Em conseqüência deste fato, a companhia estava em busca da produção de um carro menor, barato e econômico, e o Isetta foi o projeto ideal. A fabrica Iso, licenciou o carro para a BMW em 1955, tendo inicio da produção em 1956.A Iso licenciou a fabricação deste carro para outros países. No Brasil, a licença foi para as Industrias de Maquinas Operatrizes Romi, ficando assim com o nome de Romi-Isetta. Industria esta de propriedade do Sr. Américo Emílio Romi.
A Iso também licenciou o carro para a industria VELAM na França. Os carros foram produzidos pela Iso na Espanha e na Bélgica. Seu modelo de carga, possuía apenas uma roda na dianteira.
A BMW fez no projeto da Isetta suas próprias modificações. Alguma alterações foram feitas na carroceria e no motor. O original Iso de 2 cilindros, foi substituído pelo de um cilindro da BMW, de quatro tempos e que era utilizado em motocicletas, com 247 centímetros cúbicos. Em 1958 este motor seria substituído pelo de 300 cm³ e 13 cavalos de força. Este projeto ficou chamado de BMW – Isetta.
Pensando em exportações, a BMW teve de se adaptar a algumas exigências de segurança dos países aonde pretendia vender seus veículos e assim foi criado o modelo tipo exportação.
O projeto original foi mantido pela Romi e usou os motores do Iso até 1958, quando foram substituídos pelos motores BMW de 300 cm³. Na Grã-Bretanha, a BMW criou Isetta de 3 rodas, pois havia alguns incentivos de impostos, tornando o veículo mais barato, porém como o veículo tinha alguns problemas de estabilidade este projeto pouco durou. Apenas 1750 unidades foram fabricadas. |
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O fim de uma vida
Com o final da década de 50, veio também o final deste maravilhoso automóvel.
No Brasil, as Industrias ROMI, findaram a fabricação do automóvel em 1959 e peças em 1961. Motivo principal: Falta de incentivos fiscais, fez o seu preço ser elevado e portanto tornando um veículo caro. Outra perda também foi o de título de 1º carro nacional, pois foi decidido pelo GEIA (grupo executivo da Industria Automobilística) que para ser um veículo, tinha de possuir 2 portas.
A BMW encerrou sua produção em 1962. Já havia conseguido sair da crise, dizem que foi a Isetta responsável pela recuperação financeira da BMW e também já produzia os modelos: BMW 600, Um veículo de 2 portas e lugar para 4 passageiros e BMW 700, este uma versão esportiva. |
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